No dia 1 de Dezembro todo o mundo está a comemorar o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, uma doença que continua a afectar milhões de pessoas.
O Dia Mundial da Luta Contra a SIDA é uma oportunidade para chamar atenção à doença e mostrar solidariedade internacional em face da pandemia. É uma ocasião para parceiros envolvidos na luta para revisar a situação, as realizações e os desafios para ainda continuar o progresso até conseguimos o lema do Dia: Zero Novas Infecções, Zero Discriminação e Zero Mortes em face do HIV e SIDA.
Em Moçambique, o enfoque do Dia é orientado para a importância de tratamento contínuo e para os serviços de prevenção para as mulheres grávidas para prevenir transmissão vertical da mãe à criança.
O país tem o maior número de casos de HIV/SIDA entre os PALOP, com cerca de 1,5 milhões de pessoas infetadas. Apesar dos avanços, a crise económica traz incertezas sobre o financiamentos de projetos de combate à doença.
O porta-voz do Conselho Nacional de Combate à SIDA (CNCS) de Moçambique, Juvenal Armazia, acredita que a açtual crise económica neste país poderá abalar os financiamentos aos projetos de combate à doença. Com destaque para os projetos financiados por verbas externas, porque a crise tende fazer com que os doadores redefinam prioridades e focos de acção no país.
Segundo Armazia, trata-se de algo que já vem acontecendo. "A crise económica afeta-nos. O país não muda o cenário de ter mais financiamentos domésticos e menos financiamentos internacionais da noite da noite para o dia", explica. De acordo com o porta-voz do CNCS, são necessários investimentos em medicamentos e para prevenção da doença e cerca de 95% desses fundos são de parceiros internacionais.
Apesar dos esforços empreendidos para combater o HIV/SIDA nos últimos dez anos, os números ainda são alarmantes. Em Moçambique, mais de cem pessoas morrem todos os dias - um total aproximado de 40 mil pessoas por ano.


