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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Banco Mundial nunca suspendeu o apoio directo ao Orçamento do Estado de Moçambique

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O Banco Mundial nunca chegou a suspender formalmente o apoio directo ao Orçamento do Estado(OE) de Moçambique na sequência da descoberta dos empréstimos das empresas Proindicus e MAM. Entre Janeiro de 2016 e Março de 2017 esta instituição financeira colocou directamente no erário mais 330 milhões de dólares norte-americanos.

Ao contrário do Fundo Monetário Internacional(FMI) que suspendeu a sua ajuda financeira directa ao OE, após ter descoberto em Abril do ano passado que o Estado moçambicano havia emitido Garatias, violando a Constituição da República, para os empréstimos das empresas Proindicus e Mozambique Asset Management(MAM) no montante de 1,157 bilião de dólares norte-americanos, o Banco Mundial não suspendeu a ajuda financeira directa que faz ao OE.

Embora o The Wall Street Jounal, citando uma fonte não identificada do Banco, tenha noticiado em Abril de 2016 que a instituição financeira de Bretton Woods iria suspender o apoio directo ao Orçamento de Moçambique e que pelo menos 40 milhões de dólares norte-americanos já não seriam canalizados durante o ano findo a verdade é que essa notícia foi desmentida, pouco tempo depois, pelo diretor do Banco Mundial para Moçambique.



“Quero colocar claramente on the record que este não é o caso (de congelamento). Não houve nenhum pronunciamento sobre isso. Não há nenhuma questão de suspensão ou qualquer tipo de congelamento”, afirmou Mark Lundell à agência noticiosa portuguesa Lusa em Abril de 2016.


“É importante lembrar que Moçambique é um país beneficiário da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) e tem um risco moderado de sobre-endividamento. Qualquer potencial análise em baixa da estabilidade da dívida poderá afetar o montante global dos recursos disponíveis para os próximos anos”, acrescentou Lundell.

[FONTE: @Verdade]

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Estado moçambicano não controla emissão de documentos de identidade

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As autoridades sul-africanas alertaram para o elevado número de passaportes moçambicanos diplomáticos ou de serviço, utilizados para atravessar a fronteira comum entre estes dois países: 1500 em apenas uma semana, na sua maioria na posse de cidadãos não moçambicanos.

A empresa de direito belga SEMLEX que opera em Moçambique desde 2009, através de um contrato atribuído sem concurso público, sob a forma de parceria público privada (PPP), tem o monopólio em Moçambique da emissão de bilhetes de identidade, passaportes, vistos ou ainda documentos de residência para estrangeiros, revertendo ao Estado apenas 8% das receitas arrecadadas pela emissão.
O jornalista moçambicano de investigação Lázaro Mabunda, foi o responsàvel de um relatório publicado em 2015 pelo Centro de Integridade Pública, denunciando graves irregularidades na constituição da SEMLEX e o não respeito pelos compromissos assumidos.

Este membro do MISA Moçambique alega que a SEMLEX - expulsa da Guiné Bissau e presente também na RDC - só opera em países com "regimes falhados, entrou no país de forma irregular sob a alçada dos serviços secretos...controla não só o software como toda a base de dados dos cidadãos moçambicanos e estrangeiros residentes no país" e interroga-se mesmo se esta pode constituir um "sindicato de crime organizado".


[FONTE: RFI]

terça-feira, 4 de abril de 2017

EM MANICA: Usando uma picareta, jovem mata o pai

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Um cidadão de 26 anos de idade está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, incriminado de assassinar o próprio pai com recurso a uma picareta durante uma discussão. 

 *Imagem meramente ilustrativa

É o segundo assassinato em menos de duas semanas, sendo que o primeiro aconteceu em Inhambane.
Já nas mãos da corporação na cidade de Chimoio, o acusado alegou a briga com o seu progenitor partiu do facto de a sua mulher ter sido impedida de entrar em casa do malogrado, na qualidade de nora, porque não era reconhecida como tal.

O jovem disse que no calor da discussão perdeu o discernimento e puxou uma picareta, com a qual acertou directamente a cabeça do pai, tendo este perdido os sentido e caído inconsciente.
Apercebendo do gravidade do que acabava de fazer, o indiciado tentou empreender uma fuga mas foi neutralizado com vista a responder pelos seus acto.

Refira-se que, a 21 de Março passado, um jovem de 31 anos de idade, identificado de nome de E. Mechisso, foi detido, acusado de assassinar o próprio pai, supostamente porque o enfeitiçava.
O indiciado recorreu a um pau, com o qual desferiu duros golpes contra o progenitor.

[FONTE: @verdade]

sexta-feira, 31 de março de 2017

Futuro de Amurane no MDM será decidido no Dezembro próximo

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A recandidatura do edil de Nampula, Mahamudo Amurane, nas eleições autárquicas de 2018, pode estar fora de cogitação e a sua continuação ou não no Movimento Democrático de Moçambique (MDM) será decido em Dezembro próximo, no congresso desta formação política, disse o secretário-geral, Luís Boavida.

Sendo avançou o @Verdade, o MDM vive momentos de tensão devido a um braço-de-ferro que opõe Deviz Simango e Mahamudo Amurane.

Em Fevereiro passado, o presidente do município de Nampula disse à imprensa que no seu partido há gente que o quer ver pelas costas, supostamente por não compactuar com algumas atitudes que atentam contra os princípios de gestão da pública em detrimento dos interesses pessoais e partidários.

Mahamudo Amurane considerou tal situação um golpe antigo que está a ser orquestrado contra si já e tudo começou quando ele recusou ceder a certas pressões do partido e requisição de fundos para fins partidários, tais como aquisição de viaturas e combustíveis.

Ele disse ainda existem militantes que se opõem à expulsão de funcionários corruptos, alguns dos quais por serem membros do partido.

Na sequência, Amurane “gazetou” a Comissão Política do MDM realizada em Fevereiro último, na cidade que ele mesmo governa.

Face a esta situação, Luís Boavida confirmou que a não recandidatura de Amurane nas eleições autárquicas de 2018 resulta de pronunciamentos considerados desabonatórios em relação à pessoa de Deviz Simango.

O Congresso do partido terá lugar também em Nampula, em Dezembro próximo. Mas Luís Boavida se não pronunciou sobre a existência ou não de uma outra figura que, eventualmente, será o próximo candidato à presidência do município de Nampula.

O que assegurou é que supostamente ainda não foram identificados candidatos para os municípios de Nampula, Gurúè, Quelimane e Beira, todos sob a gestão do MDM.

Contudo, Amurane continua a merecer a confiança e, querendo, continuará a ser membros do MDM, disse Boavida, para quem as palavras de Amurane sobre o presidente do partido “mostram a há democracia interna e liberdades de opinião e de expressão".

[FONTE: @Verdade]

segunda-feira, 6 de março de 2017

Capulana faz “milagres” na nova colecção de roupa de Íris Santos

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Qual é a mulher que não gosta de receber uma xiluva (flor, em changana)? Com certeza não existe, o contrário é uma rara excepção. Íris Santos, mulher que é, tem noção disso por isso quis oferecer-se a si mesma e as outras mulheres flores em forma de roupa.

Entre as peças apresentadas na última sexta-feira, na Loja das meias, constam 15 vestidos, dois estilos de túnicas e bolsas. São diferentes modelos e cores com um denominador comum: capulana. 

Aliás, “Xiluva” nome desta colecção  é um nome inspirado por este tecido moçambicano. Esta foi a forma de combinar o nome com o produto. “Bem pensado”, ouviu-se entre o público que coloriu a noite enquanto deslumbrava-se com a passagem de modelos que houve no local.

“A motivação é sempre a mulher. Inspira-me a própria vontade pela criação e a paixão por criar e depois para ver as mulheres com as minhas ideias vestidas e com o sorriso na cara. Acho que isso importante para a gente continuar criativo e com sucesso”, segredou-nos a artista portuguesa com seis anos de estrada na moda, por sinal, o mesmo período em que está em Moçambique.

A propósito, segundo a estilista este nome dado a coleccção é, ao mesmo tempo, uma forma de agradecer ao país por lhe ter acolhido e pelas oportunidades que lhe ofereceu, por isso um nome em língua local cumpria esse gesto. 

A lista de curiosidades não se esgota aqui, é igualmente sugestivo o facto do seu primeiro nome também ser de uma flor: íris. “Fiz uma combinação perfeita”, orgulha-se e o sorriso confirma.
O evento preencheu o interior e o jardim da loja, explorando a arquitectura do espaço que não é nem tão pouco de se ignorar. As peças da estilista não eram vestidas apenas pelas manequins escolhidas para este lançamento, diferentes pessoas também traziam uma “xiluva” no corpo e aumentavam, dessa maneira, a sua beleza.

Foi um evento cheio de “glamour”, como aliás é notável em momentos idênticos. Mas a noite quente não propiciava apenas o deslumbrar de roupas para lá de requintadas. A conversa que se misturava com o cocktail no jardim era outro motivo que juntava os presentes. Mas não só, houve espaço para que a loja angariasse mais clientes e, quiçá, vender algumas peças.


Esta é a quarta colecção de Santos, mas as outras diferem da “Xiluva” porque era um trabalho individual para as clientes. “Desta vez decidi mudar o sistema para dar aos pedidos fora e ser mais internacional, ser mais prático, mais flexível e mais eficiente”, abriu-se.

“Não existem limites”, Íris assim respondia onde pretendia chegar com a sua arte. Mas tratou de ser mais específica, dizendo que está em prelo uma coleccção masculina, prova de que não ignora este sexo. Além da colecção masculina, Íris prometeu uma nova colecção para a próxima sessão do ano.
“Xiluva” é sem dúvida para as mulheres que gostam de capulana, de cor e que gostam de ser sofisticadas com um toque de pragmatismo e arte.

Sizaquiel e Ana Gizela encantadas com a colecção de Íris Santos

Além da sessão de desfile houve, já no fim, a sessão de fotografias com a “superstar” da noite. Havia até fila para o flash registar o momento, afinal não são todos os dias que se lançam colecções de roupa no país. A cantora Sizaquiel foi uma das pessoas que tirou fotografia com a estilista. Depois da pôse, a cantora partilhou a sua admiração pelas roupas. Disse que sempre vestiu as suas roupas e o que lhe fez assistir a cerimónia era para ter a certeza se voltava a vestir ou a não.

Já Ana Gizela, pessoa bem entendida nessas matérias, disse ter gostado da colecção. “Gosto do detalhe da capulana, acho que investiu muito nisso para entrar no mercado e acho que é este toque especial que fez desta colecção o máximo."

[FONTE: O País]